segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A reprodução do racismo - Lançamento de livro

Divulgamos o lançamento do novo livro do professor Karl Monsma (Sociologia - UFRGS), A reprodução do racismo: Fazendeiros, negros e imigrantes no oeste paulista, 1880-1914.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Dossiê sobre Meio Ambiente e Ensino de História

Divulgo chamada de artigos para compor o dossiê que estou organizando para a Revista do LHISTE (Laboratório de Ensino de História e Educação da UFRGS ), disponível no SEER UFRGS.

Meio ambiente na aula de História: Interações entre ensino de história, história ambiental e educação ambiental
Construção da Transamazônica. Revista Realidade, 1971.

sábado, 9 de julho de 2016

Entrevista com historiador Nelson Sanjad - Museu Goeldi

Abaixo divulgamos o vídeo da entrevista realizada pela professora Regina  Horta Duarte (UFMG), editora da Revista Varia História, com o pesquisador do setor de documentação do Museu Goeldi, professor Nelson Sanjad. 

Sanjad fala sobre sua pesquisa com a farta documentação sobre as exposições internacionais em que o Estado do Pará participou, no início do século XX, e em especial o papel do diretor do Museu Goeldi na época, o botânico suíço Jacques Huber (1867-1914). Nessas exposições, elementos da natureza Amazônica (madeiras, minérios, espécimes da flora) eram apresentados numa narrativa que dava sentido a representações positivas do Brasil, o que não correspondia à realidade do país.

Seção de madeiras do Brasil, na exposição de Turim, 1911. Imagem retirada de Sanjad (2016, Varia História 31).

segunda-feira, 13 de junho de 2016

As libertadoras da América

Mulheres nas independências da América latina

Juana Azurdy, Bolívia

A temática das independências tem importância capital na historiografia latino americana do século XIX, que estudou os fatores externos e internos que levaram à emancipação dos diferentes países, exaltando os "heróis" que lideraram esse processo, tidos como "libertadores", como Simon Bolívar, José de San Martín, Miguel Hidalgo e José Maria Morelos, entre outros. São sempre  destacados os homens que comandaram exércitos, assinaram acordos, enfim, na maior parte dos estudos, mesmo os mais atuais, são eles os protagonistas das independências. Infelizmente, as principais obras sobre o tema quase não fazem referência à participação política feminina nesses eventos. 

Entretanto, como destacou a professora Maria Lígia Prado, em seu texto "A participação das mulheres nas lutas pela independência da América Latina" as mulheres também marcaram importante presença no processo das independências. Pesquisando em livros e dicionários biográficos, escritos por homens, ela encontrou evidências muito interessantes sobre uma participação bastante ativa de inúmeras mulheres, em diferentes países latinos. 

Para Prado (2004), esse silêncio em torno da atuação feminina "nos remete à imagem prevalecente da mulher como criatura pouco interessada e nada participante nas questões políticas". A historiadora aponta que esse apagamento, ou mesmo a forma como são lembradas, quando são, revela preconceitos bastante comuns em relação às mulheres. Seu lugar, seu domínio, é o privado, do lar. Segundo as narrativas sobre elas, sua atuação foi movida pelo "amor à Pátria", e é visto como algo temporário, depois das lutas, elas deviam voltar para casa e ser boas mães e esposas. Mas muitas delas queriam muito mais do que isso, ainda no século XIX. 

As libertadoras de Coronilla

Algumas pegaram em armas, lutando lado a lado dos homens como soldadas; outras acompanhavam as tropas; outras ofereciam suas casas para reunir os rebeldes; havia as que agiam como mensageiras, escreviam cartas, etc. 

Neste post, vamos conhecer um pouquinho sobre algumas dessas mulheres, que chamamos de "as libertadoras da América".  Sobre algumas delas, há vídeos no Youtube.

Manuela Eras Y Gandarillas e Josefa Montesinos (Cochabamba, Bolívia)
As duas participaram de várias ações armadas, inclusive um ataque ao quartel dos veteranos realistas em 1815. 



Manuela Pedraza (Buenos Aires, Argentina)
Lutou ao lado do marido contra a invasão inglesa de Buenos Aires, em 1806; recebeu o grau de tenente. 


María Remedios del Valle (Tucuman, Argentina) 
Fazia parte dos exércitos de San Martín no Peru e participou de muitas batalhas, entre elas, a importante batalha de Boyacá, em 1819, na Colômbia.


Juana Azurduy de Padilha (Bolívia)
Junto com o marido, liderou um grupo de guerrilheiros. Participou de 23 ações armadas em lutas pela independência, algumas como comandante das tropas. Ganhou fama por sua coragem e habilidade, chegando a patente de tenente-coronel. 


Manela Saenz (Equador)
Foi amante de Bolívar nos seus últimos oito anos de vida (1822-30). Cuidou dos arquivos de Bolívar, escreveu cartas  que ele ditava e salvou sua vida duas vezes. 

 


Leona Vicario (México)
Lutou nas tropas de Morelos. Também ajudava os insurgentes com dinheiro e informações. Após a independência, suas atividades políticas não cessaram, tendo uma longa atuação na vida pública mexicana. 


Policarpa Salavarrieta, La Pola (Colômbia)
Era costureira, simpática à causa da independência. Colhia informações das casas de pessoas ricas que frequentava, como costureira, e enviava aos revoltosos. Por sua atuação, foi condenada a morte por fuzilamento. 
A rede de TV Colombiana RCN produziu uma novela sobre La Pola. Abaixo o primeiro capítulo:


Maria Quitéria (Brasil)
O Brasil também tem sua libertadora, a baiana Maria Quitéria de Jesus Medeiros. É considerada a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar das Forças Armadas Brasileiras e a primeira mulher a entrar em combate pelo Brasil, em 1823. 


Águeda Monasterio (Chile)
Em sua casa se reuniam muitos dos que compartilhavam as ideias de libertação das colônias espanholas. Ela e sua filha de quinze anos escreviam cartas e passavam informações aos insurgentes. Quando descoberta, foi condenada a forca, mas antes teve que assistir cortarem a mão direita de sua filha; na última hora, foi perdoada, mas morreu em seguida, vítima de uma doença contraída na prisão. 

Simona Josefa Manzaneda (Bolívia)
Era artesã, mestiça e pobre. Desempenhou ativo papel na revolta de La Paz pela independência, em 1809, organizando os vecinos de seu bairro, que dirigiram-se armados à praça das Armas. O movimento foi derrotado e vários líderes foram executados; Simona conseguiu fugir. Porém em 1814, em nova atividade revolucionária, ela foi presa e submetida a julgamento sumário e morte cruel (teve a cabeça raspada, foi exibida nua montada num burrico, na rua, e, além disso, flagelada e fuzilada pelas costas em praça pública). 
Prado acredita que a punição tão infame está relacionada com sua condição social. Em geral, aos pobres e mestiços, eram imputados os piores castigos. 

Além dessas libertadoras que mencionamos acima, existem muitas outras. Abaixo, deixo vídeos que contém narrativas sobre algumas delas. 

Mujeres del bicentenário na Argentina:

Mujeres en el bicentenário no Chile:

Mujeres en el Bicentenário no México:

Ao contrário do que a historiografia - escrita por homens durante muito tempo - mostra, a participação das mulheres na vida política da América foi bastante intensa. O episódio das independências mostra isso... Com o avanço das pesquisas, certamente, ouviremos falar de cada vez mais protagonismo feminino na nossa história. 

Para saber mais, leia:
PRADO, Maria Lígia. A participação das mulheres nas lutas pela independência da América Latina. In: PRADO, Maria Lígia. América Latina no século XIX: Tramas, telas e textos. São Paulo: Editora da USP, 2004. 


terça-feira, 10 de maio de 2016

Evento "Meio ambiente e desenvolvimento"

Divulgamos evento de história ambiental a realizar-se em São Paulo, dia 24 de maio de 2016. 

Vejam abaixo as informações e como participar:


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Agenda da História Ambiental em 2016

2016 será um ano cheio de eventos no Brasil e no exterior para quem quiser apresentar sua pesquisa e/ou participar de debates na área de História Ambiental. Elaboramos uma Agenda 2016 para você se programar e não perder as oportunidades. 

Puebla, México, onde ocorrerá a VIII SOLCHA


domingo, 24 de abril de 2016

Simpósio de História Ambiental no RS

Convido os colegas e interessados em História Ambiental a apresentar trabalho no Simpósio "História Ambiental: Diálogos e Perspectivas", organizado pelo professor Fabiano Rückert e por mim, que acontecerá entre 18 e 21 de julho de 2016, no XIII Encontro Estadual de História da Anpuh-RS, na UNISC (Santa Cruz do Sul-RS).

Veja abaixo maiores informações:

Vista aérea de Porto Alegre, com Lago Guaíba e Ilhas


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Worskshop em Paris sobre história ambiental do Brasil

Divulgamos chamada para comunicações de trabalhos


Workshop “Destruição e conservação em debate: história ambiental do Brasil em uma perspectiva pluridisciplinar e transnacional”.


O evento ocorrerá dias 13 e 14 de outubro no Centre Alexandre Koyré (EHESS), Paris, França.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Simpósio de história das ciências e história ambiental em Florianópolis

Estão abertas as inscrições para apresentar trabalho em Simpósio Temático (ST) sobre história ambiental e história das ciências, que ocorrerá no âmbito do 15º Seminário Nacional de História da Ciência e Tecnologia, em Florianópolis, na UFSC, de 16 a 18 de novembro de 2016.

O ST Ciência, tecnologia e recursos naturais: interfaces da história das ciências com a história ambiental é proposto pelos professores Dominichi Miranda de Sá (FIOCRUZ) e Jó Klanovicz (UNICENTRO).

As inscrições vão até 09 de maio de 2016. Veja os detalhes abaixo:



domingo, 10 de abril de 2016

Agrotóxicos: perigo invisível

A Rede Record de TV realizou uma boa série de matérias sobre o uso de agrotóxicos no Brasil (entre 28 e 30/03/2016). 
Disponibilizamos alguns vídeos das reportagens, que estão no Youtube
Veja abaixo.


sábado, 12 de março de 2016

Evento sobre gênero e história na UNICENTRO

Divulgamos evento sobre história e gênero, a realizar-se de 20 a 22 de junho de 2016, na UNICENTRO, em Guarapuava-PR. 


Veja mais sobre o evento abaixo:


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Primeira Zona Livre de Transgênicos do Brasil

Para começar bem 2016, nossa primeira postagem aborda uma boa notícia para a biodiversidade. Foi criada, em Brasília-DF, a primeira Zona Livre de Transgênicos do Brasil, onde também está proibida a pulverização aérea de agrotóxicos. Veja mais detalhes abaixo:

Novas Normas do Plano de Manejo da APA do Planalto Central também proíbem pulverização aérea de agrotóxicos, parcelamentos e imóveis rurais inferiores a 2 hectares em Brasília.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Dossiê de história ambiental

Já está no ar o novo número da Revista de História Regional (UEPG), com um ótimo dossiê de história ambiental, escrito por pesquisadores brasileiros. 


Dossiê: As delimitações espaciais na pesquisa em história ambiental



Acesse e faça download gratuito do Dossiê AQUI

Boa leitura!

domingo, 13 de dezembro de 2015

História ambiental do café: Entrevista com Stuart McCook

Em mais uma entrevista para a revista Varia História, a professora Regina Horta Duarte conversa com Stuart McCook, professor da Universidade de Guelph, Canadá, historiador que pesquisa a epidemia da ferrugem, causada por um fungo que ataca plantações de café em diversos países do globo.

Folha de cafeeiro atacada pela ferrugem.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Romantismo e história ambiental - Entrevista com José Augusto Pádua

Divulgamos mais uma entrevista realizada pela professora Regina Horta Duarte (UFMG), editora da revista Varia História. Dessa vez, o entrevistado é o professor José Augusto Pádua (UFRJ), que fala sobre a influência do romantismo nos movimentos ecológicos contemporâneos.

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