quinta-feira, 7 de novembro de 2013

"As Quatro Estações" no Youtube - Programa apresentado por Regina Horta Duarte

Antônio Vivaldi (1678-1741), compositor de "As quatro estações"

A primeira série de programas sobre história ambiental, "As quatro estações", apresentados pela professora de História da UFMG, Regina Horta Duarte , começa a ser disponibilizada em canal no Youtube a partir de hoje, 07/11/2013. A série é composta por 51 programas e serão publicados dois deles por semana no Youtube. A segunda série de programas está prevista para ir ao ar em 2014. 

Com a disponibilização dos arquivos na internet, cumpre-se a intenção inicial da historiadora: uma maior divulgação da história ambiental. Regina acredita que os programas serão úteis para professores de ensino médio, que poderão usá-los como material didático ou apoio para alguma aula.  

O programa "As quatro estações" é uma iniciativa do grupo de pesquisa "História e Natureza" da UFMG, com apoio do CNPq, que vai ao ar de terças às sextas-feiras, às 21:45 h, na Rádio da UFMG Educativa (Frequência 104.5 em Minas Gerais). É possível assistir online ao vivo AQUI

O primeiro programa já pode ser acessado no link abaixo:

Programa 1 - As Quatro Estações


Sobre "As Quatro Estações"


Segundo texto de divulgação da Rádio UFMG Educativa, escrito por Ewerton Martins Ribeiro, a professora Regina enfatiza a importância da reflexão histórica sobre os paradoxos que envolvem a preocupação ambiental e o modo de vida contemporâneo. A um olhar incauto, aponta Regina, poderia parecer que o mundo se tornou obcecado pela natureza e sua preservação. “Mas aparece aí uma importante contradição. A sociedade que, em tese, alçou o meio ambiente a prioridade temática e estratégica é a mesma que fez e continua fazendo o consumo de bens alcançar níveis nunca antes conhecidos por nenhuma sociedade ao longo da história”, esclarece.

Segundo Regina, investiu-se no passado na ideia da abundância a ser usufruída, mas não em uma noção de limite. Daí, entre outros fatores, resultou nosso estilo de vida voltado para o consumo. “Construímos uma sociedade em que adquirir os mais novos bens de mercado se transformou em um dos principais atos de prazer”, diz a professora. No entanto, os limites se mostraram não só evidentes, mas também constrangedoramente próximos. “Percebemos o cenário, e criou-se o ideal de desenvolvimento sustentável. Mas continuamos vivendo sob o paradigma do consumo: todo país continua desejando aumentar o poder de consumo dos seus cidadãos, o crescimento de suas indústrias, a produção de automóveis, a exploração de fontes petrolíferas. Há aí um desafio político, econômico, estrutural, um desafio de diretriz social”, diz.

Dos paradoxos desse cenário adveio a história ambiental, um dos principais focos de atenção dos historiadores contemporâneos. “Muitas vezes os historiadores são rotulados como pessoas que só gostam de ‘velharias’, de coisas do passado. A história ambiental é um exemplo de como a produção do conhecimento em nossa área se faz em sintonia com o seu próprio tempo”, salienta a pesquisadora.

“Compreender a historicidade das relações entre a sociedade e a natureza pode, certamente, dar-nos instrumentos para assumirmos uma postura mais crítica nos debates sobre o ambiente, para nos tornarmos mais capazes de perceber mais claramente tanto as falácias do desenvolvimentismo como as idealizações autoritárias de algumas propostas ecológicas ditas ‘alternativas’”, continua a professora da Fafich, lembrando que o programa As quatro estações representa um esforço de levar as discussões da história ambiental para o público amplo, de forma acessível. 

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