segunda-feira, 18 de abril de 2011

Manifesto de técnicos da FZB contra o "novo" Código Florestal

Cientistas estão se sentindo alheios ao processo de discussões sobre o novo Código Florestal. O texto proposto por Aldo Rebelo legaliza o que já foi desmatado e cria empecilhos para a conservação das espécies.


Reportagem da Eco-Agência

Fonte: Wikipédia


Técnicos da FZB/RS lançam manifesto com alerta para riscos da proposta de mudança do Código Florestal Brasileiro

  Pesquisadores da Fundação Zoobotânica afirmam que substitutivo, em vias de votação na Câmara Federal, não considera opinião da comunidade científica, de amplos setores da sociedade e as mudanças climáticas.

  Documento adverte sobre o assoreamento dos rios e deslizamentos de morros pela falta de vegetação

Por Redação da EcoAgência

    Os especialistas da Fundação Zoobotânica, responsáveis por orientar tecnicamente as políticas ambientais do Rio Grande do Sul, pesquisadores biólogos em sua maioria, lançaram um manifesto no qual declaram “profunda preocupação” com a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro, que deverá ser votada em breve na Câmara Federal.
     Segundo eles, o substitutivo ao Projeto de Lei 1876/99, que teve como relator o deputado Aldo Rebelo (PC do B), não foi suficientemente discutido com a comunidade científica e outros amplos segmentos da sociedade brasileira.
     Por isso, apontam, “a proposta de substitutivo em análise apresenta importantes equívocos e vieses que resultam justamente da falta de um debate mais amplo e da insuficiente incorporação da contribuição da Ciência às discussões”.
     Como exemplo, os técnicos citam a omissão da proposta de mudança do CFB “frente à necessidade de considerar as relações das mudanças climáticas prognosticadas (no substitutivo) com o planejamento da ocupação do ambiente a médio e longo prazo”.
     Por fim, pedem o aprofundamento das discussões e uma mudança de abordagem nos debates “para que a questão ambiental e os resultados de estudos científicos sejam devidamente considerados”. Anexo ao manifesto, eles apresentam um estudo com a base conceitual técnico-científica e ampla bibliografia que fundamenta o manifesto.

A íntegra do manifesto:


SBPC e ABC também se manifestam contra o texto:


EcoAgência

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